quarta-feira, 11 de junho de 2008

Engenharia: a vida como ela é

Bom, a gente passa uma vida inteira estudando pra fazer uma prova que, de certa forma, define o nosso futuro. Quando a gente passa é uma alegria do caralho, só farra, afinal é o início de uma nova etapa.

Foda é quando essa nova etapa é um curso de engenharia. Até começarem as aulas e virem as primeiras provas a gente não sabe ainda o quão foda é, isso é fato.

Outra coisa que também não se pode negar é que eu não sabia o que postar aqui hoje, então procurei algum vídeo no YouTube relacionado a engenharia.
Vai um com o qual eu me indentifiquei em parte. Tem umas falhas, afinal quem fez o vídeo foi algum engenheiro e não alguem de cinema, rádio e tv, etc, mas o que vale é a idéia.

Abraços a todos.



domingo, 8 de junho de 2008

Os sintomas da engenharia

Como eu já disse aqui, engenheiro (a) você é desde que naceu, mas pra poder exercer seu dom legalmente você precisa cursar a faculdade.
E a faculdade de engenharia contamina você com uma doença chamada Praga da Engenharia. O nome científico da bactéria causadora: Engenheryas sophrimentus. Bom, essa doença traz alguns problemas mentais. Na maioria dos casos a pessoa começa a estudar mais que sair pra se divertir, a galera das antigas pode se afastar de você (ou diminuem bastante o contato) com medo de se contaminar, você não consegue mais distinguir engenharia e mundo real, entre outros.

A seguir são listados dois sintomas que eu já tomei conhecimento:

Falar sozinho:
Há umas semanas atras eu fui na escola em que concluí o ensino médio. Fiquei um tempo sentado sozinho e, como gosto muito de música, começei a cantar uma, que não lembro qual. Não cantei alto, apenas pra eu mesmo ouvir.
Então surgiu um professor e me disse alguma coisa assim "já começou a falar sozinho? esse é um dos problemas dos engenheiros". Ele tinha acabado de concluir uma nova graduação, dessa vez em engenharia.

Caralho, eu fiquei pensando e notei que antes da universidade eu não falava sozinho. Depois que comecei a estudar essas coisas de louco comecei a falar sozinho!! Às vezes assitindo tv eu tenho uma idéia e começo a conversar comigo mesmo, ou então resolvendo algum exercício "seu burro! como foi que você errou isso?".

Sei que eu não sou o único, porque eu já vi um monte de gente na facul fazendo a mesma coisa.


Sonhar com números:
Um colega da facul me contou que uma vez sonhou com números!! SONHOU! Sou tirado como maluco por uma galera que eu conheço e fazem cursos que não passam nem perto de engenharia. Imagina se eu contasse uma coisa dessas, haha. O cara disse mais ou menos assim "pô, foi foda, eu estava meio que voando, flutuando, era num lugar escuro e uns números gigantes girando em torno de mim, INSANO!".
A gente tinha passado um tempão estudado cálculo aquele dia. e ele "eu contei pra minha mãe do sonho, aí ela toda preocupada não queria nem que eu fosse assistir aula, disse que eu devia relaxar mais"
Eu estudei cálculo tanto quanto ele, mas graças a Deus eu não sonhei com nenhum número ou uma integral me perseguindo. Já imaginou, você correndo e uma integral querendo te pegar? hhahaha Que coisa loucaa!
Ele não é o único, já ouvi um caso parecido. Só que eu não conheço a pessoa (eu apenas estava na mesa ao lado) então não perguntei nada.

Engenharia é coisa de louco.


Se alguém tiver passado por algum outro, mande pro meu e-mail que eu posto aqui pra complementar.
eng.engenheiro@gmail.com


Abraços


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P.S. Pode parecer besteira, mas só pra deixar claro: essa história de bactéria e doença, escrita neste post é pura ficção.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Engenheiro fodão!

Eu gosto muito de blogs. O que eu mais faço na internet é ler blogs, principalmente de humor. Ontem acessei o Jacaré Banguela e vi um post interessante, o "Palace who?".

Que engenheiro bota pra fuder todo mundo sabe. Mas sempre tem aqueles que se destacam.
Não vou ficar escrevendo besteira. Caralho, o cara botou pra fuder. Tenho nem o que dizer.


quarta-feira, 4 de junho de 2008

Área de atuação

Mais uma vez, postagem de um leitor. Esse texto foi enviado pelo Lucas, do orkut.
Fiz algumas alterações e adicionei um comentário no meio do texto, mas, no geral é o que o Lucas escreveu.


Área de atuação

Acho que essa duvida só existe em duas profissões, na engenharia e na medicina, única diferença que a escolha na medicina é mais no final do curso, enquanto na engenharia é logo na inscrição pro vestibular.

Na engenharia aqui no Brasil existem aproximadamente 50 áreas de trabalho, é muito diversificado. Tanto que, como já citado anteriomente, só não existe nada pra substituir medicina e direito. (mas cuidado médicos e advogados/promotores/juizes, não demora muito pra aparecer um curso de engenharia pra substituí-los!)

Eu queria engenharia mecânica, o marido da minha prima é técnico em mecânica e me mostrou alguns motores feitos no solidworks e algumas outras coisas, foi amor a primeira vista. hehehe

Mas aqui na minha cidade tem apenas 5 engenharias: produção, computacional, química, de alimentos e de energias renováveis.

Aí veio o dilema, fiquei por vários meses pesquisando e analisando qual eu iria escolher, acabei optando pela eng. de energias renováveis, optei por ser um curso novo e ainda não ter concorrência e que com certeza vai ter um bom mercado de trabalho, e também achei o curso interessante, é claro ;]

É bastante dificil dizer qual a melhor engenharia. Em termos de mercado de trabalho, aqui por exemplo pode ter carencia de engenheiro de produção, mas lá por SP ou RJ pode não ter, então varia muito... o grande lance é ver o que te agrada mais, se curte coisas do meio ambiente, tem aí a eng. ambiental, florestal, agricola, na area da informatica tem a eng. de computaçao, de software entre outras, e também sempre tem as novas surgindo como a que eu faço, opção é o que nao falta.

Aconselho também a pesquisar as grades curriculares, e o google é claro, da pra ter uma boa noção como o curso vai ser =)

Abraços a todos.

terça-feira, 3 de junho de 2008

mais uma vez, o melhor curso!

Eu, mesmo sofrendo, acho que não poderia ter escolhido curso melhor.

Se eu tivesse feito, por exemplo, jornalismo, que tipo de conhecimento eu ia adquirir? Saber escrever melhor, aparecer na tv ou ter meu nome num jornal? Eu escrevo, relativamente, bem. Aparecer na tv e ter meu nome no jornal eu consigo fácil. Qualquer um consegue fácil. Basta fazer alguma coisa notável ou então cometer um crime insano! Eu prefiro a primeira opção.

Se eu tivesse escolhido publicidade, eu ia aprender a ser criativo? Critividade é que nem ser engenheiro, é um dom, você nasce com ou sem.

Tenho uma tia que já cursou Adm, jornalismo e é professora sei lá de que. Acho que ela começou outro curso um dia desses. Não acho que ela é maluca. Apenas não descobriu ainda que a onda dela é engenharia. No dia que ela chegar em engenharia... ela cursa e pára.

Em que outra área, além da engenharia, eu desenvolveria meus dons de saber como as coisas funcionam e de PROJETAR coisas. Lugar nenhum.
A gente sofre, a gente acha ruim, mas no final é bom. É ruim, mas é bom.

Fiz a propaganda desse blog em alguma comunidade do orkut e um cara respondeu no post algo mais ou menos assim, eu não lembro direito: "Engenharia não é foda. Foda é o engenheiro, que passa 5 anos se fodendo e no final de tudo consegue se formar".

Por enquanto é só.
Abraços a todos.

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Fiz um profile pro Engenheiro! no orkut.
Quem quiser adicionar, tá aqui o link:
http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=3631234492344075408
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domingo, 1 de junho de 2008

[ENGINEER MODE] = ON

Outro dia eu saí com meu pai e o transito tava foda, tudo parado.
Ae ele olhou pro lado e começou a falar de uma construção: "ah, olha pra essa casa! que armengue. toda mal estruturada, o terreno (...)"
E passou por mais uns três predios e falou da estrutura, do terreno e sei lá mais do quê.

Fiquei pensando... caralho, ele bem que podia esquecer que é engenheiro. Mas depois de um tempo, ainda pensando, cheguei à conclusão de que, depois que a gente entra na faculdade e começa a aprender de verdade as coisas de engenharia (porque engenheiro a gente já é desde o nascimento!) parece que ligamos o engineering mode.

[ENGINEER MODE] = ON


Percebi que eu também faço isso. Às vezes eu fico pensando em como funciona a televisão, o processador de meu computador, a transmissão de informações via bluetooth... um monte de coisas. É foda, às vezes eu trato o corpo humano como uma máquina: cérebro = processador; veias e artérias = fios; tato, paladar, visão, etc = sensores... e por aí vai.
Se aparece algum "problema" eu tento resolver no modo engenheiro. As vezes tem um modo muuuito mais simples, mas depois que ligamos o engineering mode... fudeu.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

engenheiro = sem tempo!

A engenharia toma quase todo o meu tempo.
Eu passo a maior parte do dia fazendo alguma pesquisa, relatório, projeto...
À noite eu estou morto! Isso quando não estou fazendo alguma dessas coisa durante a noite.

Já no segundo ano do ensino médio eu sabia que quando acabasse a escola, a moleza acabava junto. Eu sempre falava disso com meus colegas.
Cheguei na faculdade e percebi que era mais fácil do que eu tinha pensado que ia ser, mas não é tão fácil não.
Alguns dias antes de começarem as aulas eu comecei a "me despedir" da galera. Disse que as saídas iam se reduzir, que o tempo ficaria mais curto. Que a faculdade era coisa séria e que ia ter de estudar de verdade.

Meses se passaram e os telefonemas nunca tinham parado. Me chamavam pra sair e algumas vezes eu ia. Mas a maioria dos convites eu tive de recusar. Quase sempre eu estava estudando ou cansado demais pra sair. Hoje os convites pra sair com a galera de antes da facul está quase no... ZERO! Eu só saio com o pessoal da facul.
E isso não é porque eu não quero sair com eles, porque eu me sinto melhor ou porque prefiro o pessoal da faculdade. É porque os meus horários quase sempre combinam com o pessoal da facul, já que os trabalhos, provas e tudo mais são na mesma época. Então a facilidade de sair com essa nova turma é maior. E também porque os convites vindos da old school sumiram.

Acredito que a maioria de nós, engenheiros, passa por isso. Em níveis diferentes, é claro. Talvez por facilidade de aprendizado (o que exige menos tempo de estudo), por falta de comprometimento (estudam menos que o necessário - os bêbados!) ou porque organiza melhor o tempo, estudando pesado de segunda a quinta e ficando com o fds sempre livre.

Não tenho facilidade em aprender essas coisas. Não sou exatamente do grupo dos bêbados. Não organizo bem meu tempo, então... fudeu tudo.