segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Nomenclatura atualizada

Não sei se todos vocês sabem, mas em junho desse ano as nomenclaturas dos cursos de engenharia foram atualizadas. Eram 258 nomenclaturas diferentes (!!!!), agora são apenas 22.
A Secretaria de Educação Superior (Sesu) dispôs para consulta pública os referenciais nacionais dos cursos da área para que o meio acadêmico e a sociedade em geral pudessem propor mudanças e inclusões.

Hoje, existem 26 mil cursos de graduação. Desse total, sete mil têm nomes diferentes para o mesmo projeto pedagógico. De acordo com o diretor de regulação e supervisão da Sesu a diversidade nas nomenclaturas de engenharia vem de acréscimo de “sobrenomes” ou de digitação errada.

Agora engenharia elétrica, elétrica e eletrônica, eletrotécnica, elétrica e das energias e elétrica industrial passam a ser denominadas apenas como engenharia elétrica. Isso não impede que as universidades criem novos cursos, mas impede que alterem o nome dos cursos por tem uma pequena (e às vezes insignificante) diferença em relação a algum existente.

Os referenciais para a engenharia têm o propósito de facilitar a elaboração dos projetos pedagógicos dos cursos, orientar estudantes nas escolhas profissionais e dar mais clareza às empresas e órgãos públicos na formação dos quadros de pessoal. A revisão das denominações será feita todo ano, a partir de agora.

Após finalizada a consulta pública, um grupo de especialistas verifica as propostas e faz as alterações necessárias. A partir de janeiro as instituições começarão a fazer as mudanças nas nomenclaturas. Haverá um período de transição, a ser encerrado na próxima avaliação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).

Fonte: MEC

domingo, 22 de novembro de 2009

Número de engenheiros precisa quadruplicar no Brasil

Texto extraído do site do MEC.

O Brasil precisa quadruplicar o número de doutores na área de engenharia, nos próximos seis anos, para expandir o desempenho industrial e empresarial. Esta foi uma das conclusões do Fórum Brafitec, que reúne pesquisadores brasileiros e franceses em Fortaleza. O programa Brafitec é uma parceria da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC) com a Conferência de Diretores de Escolas e Formação de Engenheiros da França (Cdefi), que financia o intercâmbio de estudantes de engenharia entre os dois países.
“O número de doutores na área das engenharias é insuficiente para atender a demanda. O que
formamos mal substitui as aposentadorias dos núcleos de pesquisa das universidades”, disse o presidente da Capes, Jorge Guimarães. Em 2005, o Brasil formou 1.114 doutores em engenharias de um total de 8.989 titulados no mesmo ano. Terá de formar pelo menos quatro mil em 2010.

Segundo Guimarães, a velocidade do desenvolvimento de empresas e indústrias de um país depende da disponibilidade de engenheiros altamente qualificados. “Não temos falta de
qualidade, mas de quantidade”, salientou. O País tem 4.894 professores nas engenharias. São 139 cursos de doutorado, 98% dos quais em instituições públicas. “Há enorme demanda de pessoal qualificado nas áreas de energia, petróleo e gás, minas e metalurgia, automação industrial, bens de capital e muitas outras.”

A demanda é manifestada à Capes por diversas empresas e se estende a pessoal técnico de nível médio.

No Brasil, há pelo menos 13 centros de alto nível apoiados pela Capes para a formação de recursos humanos pós-graduados em engenharias nas universidades e em outras instituições. Também há a preocupação de investir em iniciativas de qualidade em várias regiões do
país. “Precisamos, de forma urgente, reforçar as ações que qualificam o ensino de matemática e ciências nos níveis fundamental e médio porque isso é decisivo na hora da formação do estudante”, constatou Guimarães.


Esse texto foi publicado há uns meses, mas achei válido postar.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

primeiro engenheiro

O homem primitivo tinha as mesmas necessidades do homem moderno.
Entretanto, sem as corretas tecnologias, ele tinha de ser muito criativo.



Eu ri muito!

sábado, 7 de novembro de 2009

bla bla bla

"137 postagens, última publicação em 14/09/2009 " - É essa a mensagem exibida na minha tela inicial do blogger.

Só pra constar: estou vivo (ainda) e em breve volto a postar.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Chemical Engineers Job Description

O que faz um Engenheiro químico?



Desde a nossa comida até as nossas roupas, móveis e veículos, os químicos têm uma função importante para nossas vidas.
Engenheiros químicos transformam descobertas científicas em produtos comerciais. Engenheiros químicos estão envolvidos em diversos aspectos da produção química, pesquisas e projetos, assim como na construção e operação de plantas industriais. Eles conduzem pesquisas que levam ao desenvolvimento de novos processos de produção, processos de análises, equipamentos, (alguma coisa) de máquinas e fazem recomendações que levam à redução de tempo e custo de processos.
Geralmente os engenheiros químicos se especializam em uma área, como industria alimentícia, farmaceutica, petroquímica ou coisas como plástico, pinturas, detergentes e produtos sintéticos.
Outros engenheiros químicos que possuem conhecimento e experiência tanto no aspecto científico como de produção do trabalho podem trabalhar como administradores, coordenadores de projeto ou consultoria técnica.
Engenheiros químicos normalmente possuem o diploma de graduação, mas os que trabalham com pesquisa quase sempre possuem mestrado ou doutorado.
Como indutrias químicas e de manufatura estão sempre desenvolvendo novos produtos e buscando processos mais eficientes, vão continuar a contratar engenheiros químicos para atuar em suas plantas.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

7 de setembro, feriado

É, um feriado na segunda-feira. Ou seja, nada de aula... mas em vez de estar na praia, dormindo, num churrasco ou qualquer coisa legal, estou em casa. Por que? Porque é feriado e, sendo assim, eu tenho tempo pra estudar pras provas e fazer trabalhos. Pelo menos essa é a desculpa que alguns de meus professores deram pra marcar a data das provas pra essa semana.

domingo, 6 de setembro de 2009

Você usa e nem sabe

Ontem postei sobre Engenharia mecânica. Continuando, hoje vai essa imagem enviada por um leitor com um texto interessante sobre essa Engenharia.


Gostei.

sábado, 5 de setembro de 2009

Mechanical Engineers Job Description

O que faz um Engenheiro Mecânico? Confira no vídeo abaixo.



Engenheiros mecânicos têm conhecimentos sobre máquinas. Eles projetam motores, robôs e geradores. Mas eles também projetam ítens usados no nosso dia a dia, como eletrodomésticos e ferramentas domésticas.
Se o equipamento possui partes móveis, quase sempre houve um engenheiro mecânico envolvido no seu desenvolvimento. That's because this is the [something - broadcast?] of all engineering disciplines.

Alguns Engenheiros Mecânicos, por exemplo, pesquisam para desenvolver um produto. Outros projetam o produto em si, enquanto outros projetam as máquinas para fazer o produto. Quando um produto é muito técnico, os engenheiros podem estar envolvidos inclusive nas vendas. São necessárias habilidades em matemática e ciência, além da habilidade de pensar analiticamente e lidar com idéias abstratas. Saber resolver problemas de forma criativa também ajuda.

O trabalho pode ser desgastante, mas Engenheiros Mecânicos podem ver seus trabalhos virarem novos produtos ou máquinas, o que pode ser bastante satisfatório.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Electrical Engineers Job Description

Assim como o vídeo da Engenharia Biomédica, o vídeo abaixo é mais ou menos um "o que faz um Engenheiro Eletricista?": descrição do que faz, em que áreas atua, sua importância na sociedade, etc (esse negócio de etc é coisa de quem não sabe mais o que escrever). Mais uma vez, como o vídeo está todo em inglês, estou colocando em baixo o texto em português.



Qualquer um que já tenha passado por um apagão sabe o quão importante a energia elétrica é nas nossas vidas. Luzes, motores e outros dispositivos necessitam de energia para funcionarem. É para isso que servem os Engenheiros Eletricistas. Além de projetar e testar equipamentos elétricos, eles supervisionam sua fabricação, instalação e manutenção. Além disso, esses Engenheiros trabalham em complexos sistemas elétricos, chamados de [alguma coisa que não consegui entender, acho que é briefs], que distribuem energia para diversas áreas do país.
O trabalho é [??] e exige grande atenção a detalhes. Você deve estar atento a seguir instruções de manuais técnicos e diagramas. Conhecimento em computadores e eletrônica são essenciais, assim como atitude para solucionar problemas. Como normalmente é necessária uma equipe para concluir uma tarefa, ser uma pessoa sociável é um atributo valioso. Esses engenheiros devem compreender normas governamentais, assim como requerimentos de construção. Trabalhar com eletricidade pode ser perigoso e equipamentos de proteção são sempre necessários. A maioria dos engenheiros eletricistas estudam matemática e ciências na faculdade. O trabalho segue uma carga horária de 40 horas semanais e normalmente é duro.
Se você quer uma carreira que realmente tem o poder de causar impacto na vida das pessoas, pense em ser um Engenheiro Eletricista.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Melhor salário por região

De acordo com a InfoMoney, uma pesquisa realizada pelo Observatório Universitário mostrou que a região brasileira que melhor paga seus funcionários é a Centro Oeste, seguida pelo Sudeste, Norte, Sul e Nordesde. (Para profissionais de Engenharia, Medicina, Direito e de 30 a 49 anos de idade)

Para nós, Engenheiros, a média brasileira de salário para os profissionais de 30 a 49 anos é de R$2.800. As regiões que melhor pagam aos Engenheiros são: Centro Oeste e Sudeste (R$ 3.000), Nordeste e Sul (R$ 2.500) e, em último lugar, o Norte (R$ 2.200).

Ainda de acordo com a InfoMoney, a média salarial para os Engenheiros brasileiros em início de carreira (de 23 a 29 anos de idade) é de R$ 1.500. Na ordem: Sudeste (R$ 1.700), Centro Oeste (R$1.600), Sul (R$1.500), Norte e Nordeste (R$1.300).

Para os profissionais com mais tempo de mercado, após os 50 anos de idade, a média salarial é de R$3.500. Sudeste e Centro-Oeste (R$ 4 mil); Sul e Nordeste (R$ 3 mil); e Norte (R$ 2.500).


Eu acho todos esses valores muito baixos. Eu li, não me recordo onde, acho que num mural da faculdade, que o salário base para um Engenheiro (de acordo com o CREA) é de 6 salários mínimos, para uma carga horária (CH) de 6 horas diárias e de 8 salários mínimos para uma CH de 8 horas diárias.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Biomedical Engineers Job Description

Não sei exatamente o nome dessa Engenharia em português. Seria algo como Engenharia Biomédica? Não sei.
Bom, o vídeo abaixo é mais ou menos um "o que faz um Engenheiro Biomédico?". Descrição do que faz, em que áreas esse tipo de Engenheiro atua e outras coisas que não lembro mais. Como o vídeo está todo em inglês, estou colocando em baixo o texto em português. Vai ser difícil assistir e ler, mas é o que eu pude fazer.



"Biomedical engineers" são pessoas que desenvolvem tecnologias que ajudam a salvar vidas. Eles combinam biologia e medicina com engenharia e mecânica, uma combinação que gera resultados incríveis. Sistemas de imagens que permitem aos médicos visualizar os orgãos de uma pessoa, membros, orgãos (nunca vi) e articulações artificiais, lasers para cirurgias.
"All something-work of biomedical enginners" - não entendi direito essa parte.
Muitas faculdades e universidades oferecem graduação em Engenharia Biomédica. Especializações incluem diversas áreas, como Engenharia Genética, imagens para medicina (não sei como traduzir corretamente o termo dito), Eng. de Reabilitação, biomateriais, biomecânica e bioinstrumentação.

A maioria dos trabalhos encontrados é para laboratórios de pesquisa, normalmente para empresas de "medical manufacturing", para universidades ou governo. Esteja preparado para passar diversas horas (e até mesmo anos) trabalhando num mesmo projeto: pesquisando, desenvolvendo, falhando e tentando novamente.
Alguns dos requesitos necessários são habilidade para resolver problemas e para resolver cálculos complexos.
Também é necessária a vontade de fazer com que o paciente tenha uma vida mais longa ou menos dura.

Circuito trifásico

Alinhar ao centro
Não entendeu? Pergunte a um engenheiro eletricista.
Achei a imagem no meu computador. Não lembro como veio parar aqui.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O que é melhor, IC ou estágio?

Eu também já me fiz essa pergunta, já tive essa dúvida. E perguntei a um professor.
Ele me deu uma resposta que considero a mais sensata: depende.
Depende do estágio, da Iniciação Científica (IC) e do que você quer da sua vida.


Se você pretende seguir carreira acadêmica ou como pesquisador, sem dúvida a IC é a melhor opção.
Você vai começar a ter uma boa idéia de como é trabalhar na área de pesquisa e vai aprender muito fazendo IC. Se seu objetivo for seguir como professor, indico também programas de monitoria. Ambos ajudam a se familiarizar com a área.

Se você quer trabalhar na área, tanto estágio como IC podem ser interessantes. Depende do foco de cada um deles.
Tem muitos estágios que querem te deixar apenas na frente do computador, fazendo raras visitas ao campo. Tem outros que te deixam apenas no campo, mas em uma área específica, sem dar ao estagiário a oportunidade de conhecer as diversas atividades envolvidas. E tem outros, os que considero melhor, que moderam o tempo que o estagiário passa em cada atividade, para que possa conhecer melhor as diversas etapas de um processo, permite que decida que área mais lhe interessa e agrada.
Quanto às ICs, algumas delas valem por estágios. É possível fazer pesquisas que permitem ter uma boa noção do que é trabalhar de fato numa indústria, laboratório, construção civil... ou seja lá qual for sua área.

Se seu interesse é dinheiro, ambos rendem alguma coisa. O CNPq dá uma bolsa para IC (de 300 reais - no caso de graduandos) que é menor que qualquer bolsa de estágio, mas, como dizem meus pais, dá pra pagar o lanche.

Enfim, depende.
Cabe a você avaliar as opções disponíveis e decidir qual a melhor para o seu futuro.

Abraços

Eu ri

Estou escrevendo um post. Como as palavras não surgem facilmente, navego pela internet para... pra nada; pra ficar vendo besteira mesmo. Ainda hoje, em alguns minutos, ou horas, sei la, um post. Enquanto isso...

Não tem nada a ver com engenharia, mas eu achei engraçado e resolvi compartilhar.

Eventos

Aconteceu há pouco mais de uma semana, de 2 a 6 de agosto, o XXXVIII CONBEA (Congresso Brasileiro de Engenharia Agrícola) em Juazeiro (BA)/Petrolina (PE). E também, na última semana, de 10 a 14 de agosto, a FEBRAMEC (Feira Brasileira da Mecânica e Automação Industrial) em Caxias do Sul.

Não, eu não estava presente em nenhum destes eventos.

A partir de agora, sempre que for possível (e eu souber, lógico) vou postar informações sobre eventos relacionados a engenharia ou que eu achar interessante. Sejam eles congressos, encontros, feiras... sei la.

Para começar, dois eventos esta semana.

Expo Construção Bahia 2009
18/08 a 22/08 - Salvador (BA)

BIO Tech Fair 2009 – Feira Internacional de Tecnologia em Bioenergia e Biodiesel
Congresso Internacional de Bioenergia 2009 e Congresso Brasileiro de Geração Distribuída e Energias Renováveis
18/08 a 21/08 - Curitiba (PR)


Se tiverem informações de eventos relacionados (ou não, mas que sejam interessantes), enviem e-mails para mim com informações sobre o evento.

Abraços

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

onde comprar livros?

No início do curso eu, um jovem calouro tolo e inexperiente, comprei um monte de livros, dos quais eu usei apenas um. Gastei dinheiro à toa.
Hoje eu não recomendo que comprem livros, exceto em algumas situações:
- você precisa do livro, que está em falta na biblioteca (livro muito concorrido);
- o livro será utilizado em algumas outras disciplinas no futuro e
- por ultimo, porém não menos importante, se esse livro tiver utilidade na vida real, a engenharia fora da universidade.

Bom, nem sempre é necessário comprar livros, mas se você quiser (ou precisar) comprar, eu indico o estante virtual.

Da pra comprar livros com preços abaixo do custo de mercado. E também, se você quiser liberar um espaço na sua estante para um novo livro, pode trocar seu livro por um bom desconto na compra de outro.

Abraços

domingo, 2 de agosto de 2009

"O dia que abandonei a engenharia..."

Achei a imagem enquanto navegava pela internet...
Vocês já sabem o que fazer para ampliar a imagem.


Abraços

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Programas de Trainee

Para quem está se formando ou se formou recentemente, segue uma lista de programas de trainee com inscrições abertas.

- Ambev
- Citibank
- Itaú Unibanco
- Fiat
- FIEP
- Grupo Abril
- Mazars
- Odebrech
- L’Oreal
- Danone

Fonte: Lista10

quinta-feira, 23 de julho de 2009

O engenheiro de estruturas se beneficia com o computador?

No post "computadores e cálculos" eu disse que me inspirei num texto para escrevê-lo, mas não lembrava onde li o texto. Bom, achei novamente esse texto, que segue na íntegra.
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O engenheiro de estruturas se beneficia com o computador?

SIM

O computador trouxe uma ajuda considerável para o cálculo de estruturas. Sem ele, muito progresso em novas estruturas não poderia ser alcançado. De início, o computador foi usado somente para "fazer contas" acelerando enormemente a velocidade dos cálculos. Tabelas que eram feitas penosamente, com muitas horas de trabalho, com o risco de serem cometidas falhas, hoje podem ser preparadas em questão de segundos.

O progresso foi tão grande que muitas tabelas, que eram de uso obrigatório por qualquer engenheiro, ficaram totalmente fora de uso. Tornou-se mais fácil calcular diretamente a grandeza tabelada, sem necessidade de interpolar, do que consultar a tabela e dela extrair o valor procurado. Num "piscar de olhos", o valor desejado para dados fracionários de entrada era obtido com a precisão que se desejasse, mais rápido ainda do que procurar a tabela e abri-la na página certa...

Mas o uso do computador não se restringiu a executar operações, mas também a resolver problemas que, por sua complexidade, nenhum engenheiro se atreveria a abordar, por perceber o enorme tempo necessário para chegar ao fim e ainda com o risco de cometer erros pelo caminho...

Problemas cuja solução só era possível mediante uso de modelos físicos que simulassem a estrutura verdadeira, cujos resultados deveriam ser traduzidos pelas leis de semelhança, para o protótipo, são resolvidos por meio do computador com mais rapidez do que a própria confecção do modelo.

Surgiu com o computador uma nova especialidade: a dos produtores de "softwares". Sem os programas integrados, ninguém consegue projetar uma estrutura, por mais simples que seja. Pouca gente sabe hoje calcular, mesmo que seja uma viga contínua, sem computador. O projetista que não possui computador é o mesmo que um agricultor "sem terra". Tendo computador, apenas, ele não faz nada. Precisa possuir um programa. Sem programa, o computador "não roda". O engenheiro precisa ter mais conhecimento do manejo do computador do que da estática das construções. O computador verifica tudo por ele. O engenheiro nem precisa saber de que forma são feitas as verificações de resistência, de deformações, de estabilidade, de conformidade com normas, de dimensionamento com espaço suficiente para alojamento das armaduras e de consideração dos carregamentos mais desfavoráveis. Ele só não pode ignorar qual "o botão certo para ser apertado"... Em sã consciência, ele está se beneficiando com isso ?

Pode-se afirmar sem cometer exageros que o uso do computador se tornou indispensável na vida moderna. O engenheiro que não se adaptou às inovações introduzidas por ele não consegue sobreviver com o que ganha na profissão. Está destinado a "fechar as portas" e desistir da atividade escolhida. Afirmamos, sem sombra de dúvidas, que o engenheiro de estruturas muito se beneficiou com a descoberta e uso dos computadores.

NÃO

Quando os primeiros computadores começaram a entrar em uso, creio que o nosso escritório tenha sido um dos primeiros a se beneficiar disso. As máquinas ainda eram tímidas, com poucos recursos, memória reduzida e... lentas. Ao fazer os primeiros cálculos, imediatamente pensávamos: vamos enriquecer ! Com os cálculos feitos nessa velocidade, entregaremos numa semana o que levaria meses para completar. Os clientes vão solicitar as cargas nas fundações dentro de uma semana e nós as entregaremos no dia seguinte. Eles ficarão tão entusiasmados que nos procurarão mais pelo prazo do que pela competência...

Isto foi uma grande ilusão. Como nós, muitos outros pensaram da mesma maneira e o mercado ficou entupido de dezenas de escritórios que faziam o mesmo. Os cálculos estruturais eram adjudicados antes mesmo que o projeto arquitetônico estivesse completo. O cálculo ficava pronto e o arquiteto ia raciocinar diante de uma planta com dimensões possíveis e não adivinhadas. Já que resultaram dimensões pequenas, os vãos poderiam ser aumentados... Alguns pilares poderiam ser eliminados, a circulação nas garagens poderia ser muito melhorada... A estética das fachadas poderia sofrer muitas inovações. Aquilo que era complicado e "time consuming" poderia ser feito e repetido, quantas vezes fosse necessário até agradar ao artista, que outrora concebia suas obras e ficava limitado pelas restrições impostas pelo cálculo. Agora era diferente. Os engenheiros repetiriam os cálculos sem reclamar muito e... sem cobrar acréscimos de serviço. Não era ele quem perdia tempo, era o computador, e isto era grátis!

Essa noção errada prevaleceu. Os engenheiros jovens, com o objetivo de conquistar clientes, aceitavam tudo e ainda davam descontos. Como os clientes pouco entendiam de projeto estrutural, não percebiam a diferença entre projetos feitos com profissionais treinados e principiantes. Começaram a aparecer projetos extremamente esbeltos, com baixo consumo de materiais - que maravilha para os investidores ! - mas que causavam na obra grandes deformações. A culpa era do concreto, os cimentos deveriam melhorar seu desempenho...

A proliferação de projetos com falhas só beneficiou aqueles que trabalham em consultoria. Choveram pedidos de revisão de projetos. Os construtores preferiam pagar para alguém confiável apenas afirmar "Pode executar a obra sem qualquer tipo de preocupação !" do que pagar melhor o projetista, para que ele pudesse dispender mais tempo escolhendo criteriosamente a estrutura. As modificações de projeto, que já eram numerosas e pagas, passaram a ser rotina e...gratuitas ! As firmas, além da responsabilidade civil pelo projeto apresentado, eram obrigadas a dividir o lucro cada vez menor com o governo, que cobrava impostos cada vez maiores. As despesas não diminuíram com o uso do computador, apenas se deslocaram para outros setores. Muitos desenhistas perderam o emprego e foram trabalhar em outra área. Alguns aprenderam a desenhar no computador e aquilo que o engenheiro deveria fazer acabou sendo delegado para desenhistas ainda mal treinados. Acabaram as mesas de desenho, que foram substituídas por "plotters" cada vez mais velozes. Tudo acelerou: montagem da estrutura, pré-cálculo, processamentos cada vez mais sofisticados, emissão de desenhos, muitos sendo provisórios para atender à demanda da obra. Depois do cálculo terminado, as modificações. E o que já estava construído com desenhos provisórios? Estudo de reforços custosos para o projetista, desmontando a programação do restante a ser fornecido e desarticulação dos profissionais envolvidos. São despesas que não aparecem e não são ressarcidas...

E as normas ? De acordo com novos ensaios, outras estruturas estão sendo projetadas, pórticos espaciais estão sendo calculados sem grandes dificuldades, pontes estaiadas puderam se tornar rotina de cálculo, verificações de numerosos casos de combinação de ações, ventos em todas as direções possíveis foram computados, verificações de deformações em estruturas esbeltas e desformas prematuras com re-escoramento exigindo novas verificações. Vários desses cálculos novos, sempre muito onerosos, estão sendo exigidos nas revisões recentes de normas. Isso constitui um grande ônus para os projetistas e não admite cobranças extras. Quem não obedece às normas vai sendo alijado pelos clientes, mesmo que sejam clientes antigos, que são advertidos pela concorrência. Quem não obedece às normas não produz estruturas confiáveis...

Não é exagero afirmar conscientemente: "Somente os investidores se beneficiaram com o uso do computador." Alguns estão recebendo muito mais por menor preço, pois é o mercado que define as remunerações. Estes sim, estão se beneficiando, e muito, com o computador. Outros estão recebendo projetos mal feitos, sem verificação, com grande rapidez e péssima qualidade pensando que estão se beneficiando, pois são incapazes de distinguir um projeto do outro.

*Dr. Eng. Augusto Carlos Vasconcelos
Fonte: TQS Informática

terça-feira, 21 de julho de 2009

estatísticas do blog

No final de fevereiro adicionei ao blog uma ferramenta que calcula todas as estatísticas. Quantidade de acessos, páginas mais vistas, de que região as pessoas acessaram e como chegaram ao blog.
A maior fonte de acessos é o google (49,93%). A maioria das pessoas faz uma busca qualquer e chega ao blog. E é interessante ver quais buscas feitas no google levaram as pessoas a acessar. São quase 3000 diferentes buscas. Seguem algumas informações:

-> o Top 10 de buscas que trouxeram pessoas:
1 - tipos de engenharia (1410 acessos)
2 - engenharia é foda (330)
3 - oração do engenheiro (229)
4 - engenharia eh foda (139)
5 - tipos de engenharias (114)
6 - melhor engenharia (107)
7 - engenhariaehfoda (103)
8 - ser engenheiro (75)
9 - o que é serengenheiro (71)
10 - engenharia e foda (70)

-> Algumas buscas são engraçadas. Olha só o que essa galera anda buscando no google e acaba chegando no blog.

- por que desistir da engenharia? (6)
- me fudi engenharia (4)
- engenharia atrapalha a dormir? (3)
- engenheiros e putas (3)
- curso de foda (2)
- a engenharia é um curso de doidão (1)
- a pessoa pode ficar maluca de tanto estudar? (1)
- arquitetos são boiolas?? (1)

-> Uma parte dos acessos vem de pessoas que se enganam com o nome do blog. Foda também é utilizado no sentido de dificuldade e não no sentido sexual da palavra. Tem muito tarado/pedófilo se enganando.

-> Pelo que pude observar, as maiores preocupações são com relação à remuneração e dificuldade da engenharia. Tem uma quantidade enorme de buscas do tipo "salário de engenheiro", "qual engenharia paga mais" e também "desistência engenharia".

That's all folks.
Abraços

segunda-feira, 20 de julho de 2009

e-mail da leitora Tatiana

Recebi esse e-mail há algum tempo. Acho que a Tatiana não o escreveu com a intenção de que fosse postado. Mas eu gostei e acho que vale a pena compartilhar.
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Boa noite, ou dia, como você queira.
Eu vivo a engenharia deste criança, com avô construtor, pai engenheiro civil, irmão engenheiro mecânico, primos e demais apêndices, todos engenheiros. Por fim, quando decidi fazer vestibular, o fiz para DIREITO, e após ter passado percebi a grande cacagada que ia fazer na minha vida, e troquei para então, minha profissão atual: Engenheira ambiental e pós graduada em Engenharia de Segurança do Trabalho.
Só após ter entrado na faculdade que percebi que a Engenharia e muito mais que um curso de graduação, é um estilo de vida, uma forma de pensar totalmente diferente das demais pessoas do globo terrestre. A engenharia deve estar no DNA, juntamente com o álcool, adquirido nas festas da engenharia. A forma que nós engenheiros conduzimos a vida é soberbamente melhor que de qualquer outro profissional. Nenhum outro curso é tão humano quanto a engenharia, pois agregamos valores de amizade eternas, bem como respeito pelos colegas. Fiquei muito feliz quando descobri um blog que fala da engenharia. Existem milhares de dificuldades na faculdade, bem como no trabalho, mas todas essas são superadas com o bom humor que um engenheiro de verdade deve ter, e é de suma importância que estas dificuldades sejam faladas para que nós tenhamos compaixão com esses futuros engenheiros, que tanto estão em falta no mercado de trabalho no Brasil.
A você futuro engenheiro, jamais desista de ser, porque é muito gratificante, quando depois de formado você estar em uma obra, e alguém te chamar de Doutor, não no sentido que você é melhor que seu trabalhador, mas de respeito e admiração, pois boa parte dos seus trabalhadores sonha que o filho deles seja Engenheiro. Eu tenho o maior orgulho da minha profissão.

sábado, 18 de julho de 2009

Fluxograma do problema

Acho que todo mundo já viu esse fluxograma ou um parecido com esse. Achei esse mais legalzim então tô postando.


sexta-feira, 17 de julho de 2009

Ciclo básico

Se alguém te disse que o ciclo básico é o mais dificil e que depois dessa fase é só curtição, das duas uma: ou essa pessoa ta querendo te sacanear ou então não passou do ciclo básico ainda.

Você acha cálculo diferencial e integral difícil? Então imagine usar isso pra resolver um problema prático. Durante a faculdade você não vai receber uma questão dizendo pra você calcular uma integral ou então na sua vida profissional Você vai ler/ouvir, basicamente, "resolva o problema" e você vai ter de saber se vai ter de derivar, integrar ou considerar o planeta terra como sendo do tamanho da cabeça de um alfinete ou qualquer outra coisa maluca.

"Se A = 1000 e B = 1, A + B = A, porque A é mil vezes maior que B". Já ouvi coisas assim muitas vezes e quase sempre eu me pergunto: será que eu pensaria nisso na hora de resolver um problema?

Eu pensava que quando me livrasse dos cálculos e físicas estaria bem mais perto da graduação. WRONG!

Tem matérias que são de suma importância para sua formação, coisas que você precisa saber se quiser ser um bom engenheiro. E se você tiver um professor engenheiro que tenha consciência disso, acredite, você só vai passar em determinadas matérias quando estiver dominando o assunto (ou então colar legal).

Sempre há aquelas matérias que são simples, fáceis de passar, mas a maioria é difícil. Difícil não é a palavra mais correta. Dedicação, a maioria exige dedicação. Acho que os 9° e 10° período são os mais tranquilos, pois boa parte das matérias desses semestres são mais de formação humanistica.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Universidade Federal do Espirito Santo

De acordo com o blog em que encontrei a imagem, o Failblog, essa imagem é da Universidade Federal do Espirito Santo. A porta deve estar trancada, ou bloqueada de alguma forma por dentro. Mas como é que alguém faz um projeto ou permite a execução disso numa obra? Como eu disse antes, um bom engenheiro ou um pedreiro com bom senso faz falta.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

computadores e cálculos

Já comentei aqui no Engenharia é Foda que uma das coisas que me deixa irritado é o fato de os professores se recusarem a dizer as fórmulas na hora das provas e impedirem, inclusive, que os alunos façam uso de ferramentas como a famosa HP, só por possuírem uma memória onde é possível adicionar os famosos TXTs.
Me questiono sobre o uso do computador na engenharia. Recentemente li um texto no qual um engenheiro fala das vantagens e desvantagens do uso do computador. Infelizmente não sei em qual site li, mas se eu o encontrar novamente posto aqui.
Me baseando no que li e na minha opinião, escrevo esse post.

Imaginem como era projetar um prédio com uns 15 andares ou o motor de um carro há uns 20 ou 30 anos. Os engenheiros deviam perder semanas, talvez até meses, fazendo os cálculos necessários para garantir a integridade do produto final e ainda eram passíveis de falha.

Como um Engenheiro ficou depois de projetar sozinho um avião e, ao revisar o projeto, descobrir que aquele 7 era 1

A introdução dos computadores diminuiu o tempo de espera do cliente, facilitou o trabalho e diminuiu consideravelmente a possibilidade de falhas. O tempo agora gasto é com a adição dos dados necessários para que o computador efetue os cáculos e de seu processamento. O engenheiro não precisa saber como são feitas as simulações de deformações das estruturas, de resistencia ou qualquer outra coisa. Só é necessário saber quais dados adicionar, coletar os resultados e saber, lógico, o que cada um representa.

Programa de análise estrutural

Sabem o que percebo na faculdade? Professores, mesmo os engenheiros de formação, mas que são apenas professores são os que mais exigem que decoremos fórmulas. Os que atuam na área liberam provas com consulta a livros (a maioria), colocam fórmula no quadro ou anexadas na prova e às vezes, quando perguntamos alguma fórmula respondem: "pô, você com uma HP não colocou as fórmulas nela?".

É aí que vejo a diferença. O engenheiro que é Engenheiro sabe que não faz tanta diferença saber a fórmula. Que o que faz a diferença é saber o conceito, saber pra quê, porque, como, quando e onde vou usar os resultados que encontrarei com aqueles cálculos.

Ferramentas como esses programas de CAE (Engenharia Assistida por Computador) deveriam ser mais exploradas dentro da universidade.

É isso.
Abraços

domingo, 12 de julho de 2009

Quando for para uma entrevista...

... seja ela de emprego ou estágio, esteja preparado para qualquer coisa.


Você estará sendo testado a todo momento.

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Fiquei um bom tempo sem postar.
Vou tentar voltar a fazer posts regularmente.
Abraços

terça-feira, 2 de junho de 2009

Várias áreas

E me perguntaram O que acho da existência de tantos cursos de engenharia.
Minha resposta: Isso, até certo ponto, é bom.

A meu ver existem apenas 4 áreas: civil, química, mecânica e elétrica. O resto? São derivados destes ou invenções de uma sociedade capitalista.

Porque isso é bom? Porque fazer Engenharia Mecânica, por exemplo, se tenho por objetivo trabalhar com automóveis? Eu faço Engenharia Automotiva e pronto! Concluí minha graduação em Engenharia e minha especialização em apenas 5 anos. Não "perdi tempo" estudando pra coisas com as quais eu não quero trabalhar.
A mesma coisa existe com a Engenharia Elétrica; o aluno, no decorrer do curso, decide se quer trabalhar na área de potência ou eletrônica. Pronto, não precisa estudar os dois ou pior, ver um pouco de cada e depois ir fazer sua especialização para só então poder atuar na área que realmente deseja.

A única desvantagem que vejo em tudo isso é que o estudante torna-se um profissional focado apenas numa área e se depois optar por um outro ramo não terá a mesma visão ampla que um profissional que se formou em uma das grandes áreas e depois fez a especialização tem.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

A sociedade e a engenharia

Aspectos gerais
É irônico o desconhecimento da sociedade sobre o que é Engenharia. Irônico porque, em todas as atividades e em todos os setores do consumo humano, usa-se da Engenharia. Seja Arquitetura, Engenharia Civil, Mecânica, Agronômica, Elétrica, Eletrônica, de Pesca, de Alimentos, Florestal, etc. Sempre se encontra a presença da Engenharia como parte da vida moderna.

Esse fato é conhecido por todas as pessoas que possuem algum nível cultural, no entanto, só é lembrado quando a atenção é voltada para ele, normalmente é totalmente esquecido. A Engenharia é transparente, incolor e insípida, é como uma vidraça de uma vitrine: quanto mais limpa menos se vê (vê-se o que está dentro da vitrine), porém, caso venha a sujar-se, aí sim ela aparece. Enquanto a Engenharia é muito difícil de ser vista, a Arquitetura só é vista nos seus aspectos artísticos e estéticos e dificilmente é notada nos aspectos técnicos. Dessa forma, os Arquitetos são muito pouco conhecidos quando a abordagem é técnica e os Engenheiros (em todas as suas modalidades) jamais são lembrados. Vê-se a construção, a plantação, o televisor, o automóvel, etc. mas não se vê a Engenharia lá agregada.

Além do mais existe uma confusão natural e normal entre a técnica e a execução do objeto que necessita daquela técnica, assim é que se confunde, por exemplo, Engenharia com construção e Engenheiros com mestres-de-obras. Dessa forma, fica difícil para o leigo diferençar o desenho de uma casa (feito por alguém que desenha) de um projeto de uma casa (executado por um Arquiteto). Esse fato prejudica muito o relacionamento cliente/profissional, torna muito difícil convencer um cliente leigo da necessidade da Engenharia.

Os empresários
Como a sociedade não percebe a necessidade e nem mesmo a existência da Engenharia, esta é sumariamente esquecida na aquisição dos bens de consumo. Mesmo que isso seja considerado importante pelo comprador, é esquecido na hora da compra. Vejamos o caso da construção civil: na compra de um apartamento, raramente é mencionada a equipe de projeto e execução da obra. Quando isso é lembrado, é relegado a um segundo plano, ficando atrás de coisas como a qualidade dos acabamentos ou a localização do imóvel e até alguns itens fúteis. Itens como uma instalação (elétrica, hidráulica, sanitária, etc.) bem projetada e construída com materiais tecnicamente corretos nunca são vistos como pontos que agregam valor ao preço final do empreendimento e tais coisas só darão problemas muito tempo depois, mas não tanto tempo para que possa ser descartada a utilização de um produto que se espera ser durável. O edifício Areia Branca, em Recife-PE, ruiu após 26 anos de uso, por vícios de construção.

Mas é querer muito de um consumidor que ele tenha o cuidado de solicitar, na hora da compra, os relatórios de rompimento dos corpos de prova do concreto usado na obra, pois eles nem sabem que isso existe.

Essa falta de conhecimento da sociedade leva a indústria a ignorar cada vez mais a técnica, colocando toda a sua energia naquilo que realmente vende o seu produto e, assim, a Engenharia é relegada também a um segundo plano. A certos empresários pouco interessa a Engenharia e a usam apenas para ter quem possa ser responsabilizado no caso de um insucesso, forçando os profissionais a obterem o máximo de ganho no tempo e custo da obra, algumas vezes em detrimento da própria segurança, da durabilidade, da qualidade do produto final.

As instituições de classe
A luta insana das instituições de classe, sindicatos, clubes e o CREA, esbarra no problema da desvalorização não só dos profissionais mas da profissão como um todo.

O que levaria um empresário a pagar bem um Engenheiro se a própria Engenharia correta não lhe trás mais lucro que a simples construção? É bem mais lógico pagar melhor a um mestre-de-obras que nada entende de Engenharia, “para atrapalhar a obra”, mas que entende muito de passar as informações aos operários, exatamente naquilo que melhor rende na hora da venda: preço e prazo. Caso haja muita técnica, muito esmero na construção, teremos esses dois fatores prejudicados.

Essa confusão, essa troca de valores, é muito comum na idéia da maioria dos empresários e isso é contagioso, transmitem-se aos profissionais, que deixam de lado a Engenharia e entram na roda-viva da construção de qualquer forma, desde que venda bem. Assim tais instituições não conseguem tornar mais valorizada a profissão porque os próprios Engenheiros não notam as diferenças acima colocadas.

Os profissionais
“- O pior dos cegos é aquele que não quer ouvir...”, já dizia meu pai e concluía: “...pois todo cego quer ver”. Algo parecido acontece com os profissionais de Engenharia: não são valorizados pela sociedade. Querem ser, mas não usam os seus recursos que podem lhes dar valor.

O profissional não reage quando alguém quer fazer algo de forma errada, segundo a Engenharia, e acostuma- se tanto a isso que não nota quando sua profissão é barbaramente atropelada. Entra naquela mesma porta onde entraram os empresários, seguindo os passos da sociedade. Acostumam-se a trabalhar sem o uso da técnica.

Mas os empresários não podem ser culpados de não tentar vender Engenharia, o objetivo deles é vender construção. Já os Engenheiros relegados a plano inferior, (para a sociedade, que mede muito o valor pelo dinheiro, “empresário” é mais importante que “engenheiro”), só têm Engenharia para vender. E como a Engenharia é pouco procurada, ela é vendida barato, às vezes, a preços humilhantes.

Engenharia é difícil, trabalhoso, complexo, exige muito estudo, prática, muita dedicação. E vender Engenharia é, além de tudo, muito mais difícil que fazer Engenharia. É necessário convencer da utilidade de algo a quem nem sabe o que é aquilo.

A universidade
As faculdades de Engenharia não formam Engenheiros. Raramente um formando de Engenharia tem o conhecimento exato de uma atitude profissional correta; as normas não são suficientemente ensinadas; as atitudes éticas jamais são lembradas nas faculdades; sequer são repassados os dados necessários para bem escrever um parecer ou um laudo; isso só para citar algumas falhas fatais.

Assim, a formação do Engenheiro limita- se aos conhecimentos, (às vezes bastantes superficiais), de aplicações da Física e da Matemática e o resto é meramente informativo, trazendo ao aluno um conceito errado de que Engenharia é só aquilo.

Pode-se notar que os defeitos acima atribuídos aos profissionais tiveram, em grande parte, uma origem de formação. Foram adquiridos na sua formação universitária.

O que fazer?
Começaríamos por informar a sociedade, explicar aos leigos o que é Engenharia e para que serve? Ou começaríamos por mudar a mentalidade dos profissionais? Seria melhor modificar o ensino, reciclar os professores?

Todos esses problemas estão intimamente interligados, não existe um maior que outro, ninguém é mais culpado que outro.

A mobilização pela valorização profissional tem que ser geral, não se pode atacar um setor e esquecer os outros. Essa mobilização tem de partir das instituições, inicialmente agindo sobre os profissionais e universidades para depois atuar nas classes envolvidas através de uma intensa campanha junto à sociedade.

Mas essa campanha é muito árdua e, antes de tudo, vai exigir uma harmonia perfeita entre os envolvidos. Para dar certo, vai exigir uma total união e cumplicidade de toda a classe.

* Eng. Antonio Sá Fernandes Palmeira

quinta-feira, 14 de maio de 2009

deixa que eu faço! [02]

Porque, no meu trono, eu sou um rei. E um rei deve estar acima de todos!

Não sei nem o que dizer.
Um engenheiro (ou um pedreiro com bom senso) faz falta!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

deixa que eu faço!

Engenharia é para os fracos! Qualquer um sabe que se deve utilizar bem o espaço e, principalmente, economizar dinheiro!
Deslizamento de terra? Não. Aqui é seco, quase nunca chove. E tem prego na madeira. Cai não.

terça-feira, 12 de maio de 2009

VTNC,P!

De quê adianta você mandar alguém tomar no cu?
Não serve pra nada. A única coisa que vai acontecer é que você vai se sentir melhor (haha).

Estava eu no meio de uma pequena discussão com o professor e decidi encerrar, porque nessas situações o aluno sempre sai na pior. O aluno é sempre mais um querendo se formar sem esforço.
Então, pra não me exaltar ainda mais, saí da sala e fui descendo as escadas.
Não mandei o professor tomar no cu, mas me deu uma vontade... então, da escada, eu gritei (não pra ele ouvir, mas pra me sentir melhor) VTNC,P!.
E segui, descendo as escadas. Então ouvi um grito com um sotaque estranho: "Caralho, da pra calar a boca? aplicando prova!"

Adiantou de alguma coisa meu grito? Não, mas eu me senti melhor. E ainda dei risada do sotaque do professor, que até agora não consegui identificar.

sábado, 9 de maio de 2009

Confissão de um estagiário

Acabei de receber no meu e-mail!
Justificar

Fui demitido!

Como estagiário, aprendi milhões de coisas e fui muito bem sucedido nas minhas funções. Juro que não entendo o porquê de me demitirem...

Eu tinha várias funções, as quais fazia com excelência, entre elas:
1. Tirar xerox: 3.1 segundos por página.
2. Passar café.
3. Comprar cigarro e pão. 1 minuto e 27 segundos. Ida e volta.
4. Fazer jogos na Mega-Sena, Dupla-Sena, Lotofácil, Loteria Esportiva...

Eu era muito bom. Bom, mesmo. Fazia tudo certinho, até que peguei uma certa confiança com o pessoal e resolvi fazer uma brincadeirinha inocente.

É impressionante o nível de stress em um ambiente de trabalho.
Quis dar uma amenizada na galera, deixar o povo feliz e fui recompensado com uma bela de uma demissão. Puta sacanagem!

Vou contar toda minha rotina desse dia catastrófico.

Era quinta-feira, 26 de março, quando cheguei ao trabalho.

Nesse dia passei na padaria no meio do caminho. Demonstrando muita proatividade, comprei pão e 3 Marlboro. Já queria ter na mão sem nem mesmo me pedirem. Quando abri a agência (sim, me deixam com a chave porque o pessoal só começa a chegar lá pelas 11h) vi uma montanha de folhas para eu xerocar na minha mesa. Xeroquei tudo, fiz café e deixei tudo nos trinques (minha mãe que usa essa gíria rs).
Como tinha saído um pouco mais cedo no outro dia, deixaram um recado na minha mesa: "pegar o resultado da mega-sena na lotérica".
Como tinha adiantado tudo, fui buscar o resultado. No meio do caminho tive a ideia mais genial da minha vida e, consequentemente, a mais estúpida.

Peguei o resultado do jogo: 01/12/14/16/37/45. E o que fiz?
Malandro que sou, peguei uns trocados e fiz uma aposta igual a essa. Joguei nos mesmos números, porque, na minha cabeça, minha brilhante ideia renderia boas risadas. Levei os 2 papeizinhos (o resultado do sorteio e minha aposta) para a agência novamente.
Ninguém tinha dado as caras ainda. Como sabia onde o pessoal guardava os papeis das apostas, coloquei o jogo que fiz no meio do bolinho e deixei o papel do resultado à parte.

O pessoal foi chegando e quase ninguém deu bola pros jogos. Da minha mesa, eu ficava observando tudo. Até que um cara, o Daniel, começou a conferir.
Como eu realmente queria deixar o cara feliz, coloquei a aposta que fiz naquele dia por último do bolinho, que deveria ter umas 40 apostas.
Coitado. A cada volante que ele passava, eu notava sua cara de desolação. Foi quando ele chegou ao último papel.
Já quase dormindo em cima do papel, vi ele riscando 1, 2, 3, 4, 5, 6 números. Ele deu um pulo e conferiu de novo.
Esfregou os olhos e conferiu de novo, hahahaha. Tava ridículo, mas eu tava me divertindo.
Deu um toque no cara do lado, o Rogério, pra conferir também.
Ele olhou, conferiu e gritou:
-"PUTA QUE PARRRRRRRRIUUUUUUUUUU, TAMO RICO, PORRA". Subiu na mesa, abaixou as calças e começou a fazer girocóptero com o pau.

Óbvio que isso gerou um burburinho em toda a agência e todo mundo veio ver o que estava acontecendo.
Uns 20 caras faziam esse esquema de apostar conjuntamente. 8 deles, logo que souberam, não hesitaram: correram para o chefe e mandaram ele tomar bem no olho do cu e enfiar todas as planilhas do Excel na buceta da arrombada da mulher dele.
No meu canto, eu ria que nem um filho da puta. Todos parabenizando os ganhadores (leia-se: falsidade reinando, quero um pouco do seu dinheiro), com uns correndo pelados pela agência e outros sendo levados pela ambulância para o hospital devido às fortes dores no coração que sentiram com a notícia.

Como eu não conseguia parar de rir, uma vaquinha veio perguntar do que eu ria tanto. Eu disse:
-"puta merda, esse jogo que ele conferiu eu fiz hoje de manhã.
A vaca me fuzilou com os olhos e gritou que nem uma putalouca:
-"PAREEEEEEEEEEM TUDO, ESSE JOGO FOI UMA MENTIRA.UMA BRINCADEIRA DE MAU GOSTO DO ESTAGIÁÁÁÁÁÁÁRIO"
Todos realmente pararam olhando pra ela. Alguns com cara de "quê?" e outros com cara de "ela tá brincando".
O cara que tava no bilhete na mão, cujo nome desconheço, olhou o papel e viu que a data do jogo era de 27/03.
O silêncio tava absurdo e só eu continuava rindo. Ele só disse bem baixo:
- É...é de hoje.
Nesse momento, parei de rir, porque as expressões de felicidade mudaram para expressões de 'vou te matar'.
Corri... corri tanto que nem quando eu estive com a maior caganeira do mundo eu consegui chegar tão rápido ao banheiro.
Me tranquei por lá ao som de "estagiário filho da puta", "vou te matar" e "vou comer teu cu aqui mesmo". Essa última foi do peladão !

Eu realmente tinha conseguido o feito de deixar aquelas pessoas com corações vazios, cheios de nada, se sentirem feliz uma vez na vida.
Deveriam me dar uma medalha por eu conseguir aquele feito inédito. Mas não... só tentaram me linxar e colocaram um carimbo gigante na minha carteira de trabalho de demissão por justa causa. Belos companheiros!

Pelo menos levei mais 8 comigo! Quem manda serem mal educados com o chefe. Eu não tive culpa alguma na demissão deles.
Pena que agora eles me juraram de morte... agora tô rindo de nervoso.

Falei aqui em casa que fui demitido por corte de verba (consegui justificar dizendo que mandaram mais 8 embora, rs) e que as ligações que tenho recebido são meus amigos da faculdade passando trote.
Eu supero isso, tenho certeza.

É, amigos, descobri com isso que não se pode brincar em serviço mesmo...

de quem é a culpa?

Do estagiário.



Se você clicar na imagem ela fica maior. (eu acho)

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Quando estagiar?

Agora pouco lembrei de uma coisa: tem um bom tempo que não posto nada aqui no blog. Falta de tempo? Não. Falta de assunto.
Enquanto eu não posto nada, leiam o texto abaixo e acessem o site de onde foi retirado. É sobre engenharia também. Vale a pena acessar.Justificar
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Quando fazer o estágio?
Muitos alunos dos cursos de engenharia fazem as contas para saber quanto tempo falta para se formar e então iniciam a maratona atrás de um estágio.
Porém, alguns não esperam os últimos semestres para ir à luta e iniciar a experiência do contato com a sua futura profissão de engenheiro, e estão certos. Aguardar até o semestre x para realizar o apenas estágio obrigatório não dá garantias de que este será o melhor estágio que poderia conseguir ou na empresa que gostaria.
Alguns alunos optam por ficar muito mais tempo nas bolsas de iniciação científica do que eu julgo ser razoável. Bolsa de iniciação científica é bom nos dois primeiros anos da faculdade, quando você tem muito mais a aprender na faculdade e pouco conhecimento de engenharia para absorver todas as oportunidades que surgem em um estágio. Além disso, a iniciação científica engorda um pouco o currículos dos alunos que antes de ingressarem na faculdade não tiveram experiência alguma de trabalho, saídos diretamente do ensino médio para as universidades. O que quer dizer que ajuda na hora de conseguir aquele tão sonhado estágio naquela empresa que você tanto quer. Por isso, não é só pegar qualquer trabalho de iniciação científica, se você já escolheu qual a área em que pretende trabalhar, escolha linhas de pesquisa que tenham relação com o seu futuro estágio.
Mas voltando ao estágio, um estágio basta? Para se formar sim, pois a quantidade de horas necessárias para o estágio obrigatório é uma meta muito fácil de ser cumprida. Mas e para auxiliar na formação profissional? Diria que depende.
Algumas empresas fazem contratos que podem durar até dois anos, e quando você vê já está na hora de ir apertar a mão do reitor e pegar o seu canudo. Dois anos de estágio, dependendo da empresa que você está desempenhando suas atividades, pode ser algo bastante gratificante, você pode participar de inúmeros treinamentos internos, conhecer bem as pessoas, participar de grandes eventos. Mas tem lugares onde a rotina não irá mudar de um ano para outro, onde as coisas acontecem sempre de maneira muito semelhante, nestes casos, vale a pena procurar um outro estágio. Um novo lugar com novas pessoas, novas atribuições, novas responsabilidades, enfim: um mundo novo.
Aproveite esse momento em que você é um estudante universitário, não gostou de um estágio: mude. A hora é essa de avaliar se você realmente tem o perfil que você acredita possuir, a hora é essa de ver se realmente trabalhar em uma área técnica é o que vai te dar empolgação para trabalhar todos os dias, ou se você acha que tem afinidade com a área comercial mas é muito calado é hora de descobrir se você pode desenvolver habilidades de comunicação imprescindíveis não somente na área comercial mas em muitas outras também. Ou, ao final de tudo isso, você pode se dar conta que o seu perfil é acadêmico, que fazer mestrado e doutorado e se preparar para ingressar na carreira de professor universitário é o seu futuro.

Lea S. dos Santos - www.webengenharias.com.br

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Meet the Engineer

Achei esse vídeo no YouTube e... não sei o que dizer. Assistam.



"(...) i'm an Engineer. That means I solve problems."

quinta-feira, 26 de março de 2009

usando melhor a HP

"Se você investir um tempo aprendendo a usar sua calculadora e fizer algo mais que converter de coordenadas polares para retangulares e colocar cola nela, você provavelmente vai economizar um tempo maior nas suas atividades."

Navegando pela internet encontrei esse blog que traz alguns motivos para você dedicar seu escasso tempo na engenharia para aprender a mexer com uma hp (sem usá-la como uma calculadora de padaria) e que ensina a programar a HP pra fazer sabe-se lá o quê. Ainda nao li todos os posts, mas parece ser interessante.

Taberna da HP.


domingo, 22 de março de 2009

Lajes ampliadas

O post de hoje foi escrito por um leitor e é sobre um assunto que desconheço.
A sugestão dele: falar de assuntos específicos das engenharias. Como eu não sei de todas, pedi que ele escrevesse o primeiro post e espero que vocês, leitores, continuem me enviando e-mails falando e discutindo alguns aspectos de suas engenharias. Por exemplo: um engenheiro mecânico pode falar das diferenças e vantagens/desvantagens de dois tipos de motores. Por favor, escrevam algo útil e em português (se é que vocês me entendem).

O texto foi enviado pelo Matheus, que cursa Engenharia civil. Talvez um estudante de outra Engenharia não queira nem ler o texto, mas acreditem: 1 - é bom saber um pouco das outras áreas; 2 - infelizmente não é possível agradar a todos.
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LAJES AMPLIADAS

Pois bem...atualmente as construtoras estão conseguindo atender ao forte apelo por apartamentos e cômodos customizáveis, que somente são possíveis graças às tecnologias estruturais empregadas a partir do projeto. E é ai que entram as lajes ampliadas, tornando possível essa flexibilidade e também diminuindo consideravelmente o custo da obra (tanto o comprador quanto o construtor saem felizes).
Para facilitar a sua compreensão e também a minha vida [/preguiça] vamos pegar como exemplo um prédio residencial com 18 andares (porque não 17 ou 19?..porque minha camiseta é verde!). Here we go!

1) estrutura convencional racionalizada com aquele monte de pilares e vigas aparentes, como diriam os arquitetos: não é nada fashion!
>> Nesse caso é possível vencer vãos de ate 4,5 metros, permitindo a reversão de um cômodo para a ampliação de outro, mas você terá vigas e pilares à mostra. Abaixo a imagem:



2) Estrutura em Laje cogumelo sem capteis, com vigas de bordas nas fachadas
>> As vigas internas foram eliminadas permitindo alterações de layout, além de eliminar qualquer interferência junto às vedações internas, seja lá qual você escolheu, meu filho.
>> As vigas de porta servem somente para garantir que o cotraventamento fique 100%, poupando você de uma possível dor de cabeça do futuro, sacou?
>> Vamos ao que interessa... desse jeito aí você pode vencer vãos de 5m a 6m sem a necessidade do uso de forros ou porcarias do tipo;
> > A altura de piso a piso é 2,80, ou seja (cerveja!!)... não vai aumentar a altura da construção. Tá aí o rabisco:


Imagens: Techne.

sexta-feira, 20 de março de 2009

o mundo sem engenheiros [parte 7]

Bom, pensei que não existiam mais imagens. Mas recebi essa.
Não sei exatamente a que engenharia se refere, mas a meu ver, é engenharia eletrônica, novamente.


É isso.

evolve quicker

O vídeo a seguir é uma propaganda do IET (Instituto de Engenharia e Tecnologia) do Reino Unido. É engraçado, confiram.




Vi no Chongas.

terça-feira, 10 de março de 2009

maiores feitos da engenharia

De acordo com esse site aqui, as "invenções" a seguir, são os maiores feitos da engenharia no século XX.
1 - Eletricidade
2 - Carros
3 - Aviação
4 - Distribuição de água
5 - Eletrônica
6 - Rádio e TV
7 - Mecanização da agricultura
8 - Computadores
9 - Telefone
10 - Ar condicionado e refrigeração
11 - Estradas
12 - Naves espaciais
13 - Internet
14 - Imaging (não sei o que quer dizer)
15 - Eletrodomésticos
16 - Tecnologias para a saúde
17 - Petróleo e tecnologias petroquímicas
18 - Laser e fibras óticas
19 - Tecnologia nuclear
20 - Materiais de alta performance

sábado, 28 de fevereiro de 2009

o mundo sem engenheiros [parte 6]

Hoje, Engenharia de telecomunicações. Como não achei na Wikipédia, a fonte hoje é outra. De acordo com esse site aqui, a Engenharia de telecomunicações (ou comunicações) visa formar profissionais com perfil adequado às novas e rápidas mudanças tecnológicas, dando ênfase à análise de enlaces e arquitetura de redes de comunicações, ao estudo de sistemas de acesso de alta velocidade, às redes de computadores, à Engenharia de tráfego, à teoria da informação, às comunicações digitais, às comunicações ópticas, aos sistemas celulares, às redes sem fio em geral, à propagação das ondas de rádio, ao processamento digital de sinais, aos sistemas de vídeo digital e aos novos padrões da teleinformática. (ctrl+c/ctrl+v)

Como seria o mundo sem a Engenharia de telecomuniações?
+/- assim:
Curtiram? Pena que acabou. Infelizmente só recebi essas 6 imagens. Não sei se existem outras. Se houver e vocês acharem, enviem para meu e-mail.
Abraços.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

o mundo sem engenheiros [parte 5]

Penúltimo post, hoje é a Engenharia Civil que, de acordo com a Wikipédia, é o ramo da Engenharia que projeta e executa obras como edifícios, pontes, viadutos, estradas, barragens e outras obras da Engenharia hidráulica fluvial e da hidráulica marítima, assim como da Engenharia sanitária.
O Engenheiro civil projeta e acompanha todas as etapas de uma construção e/ou reformas. Deve estudar as características dos materiais, do solo, incidência do vento e destino (ou ocupação) da construção. Com base nesses dados, desenvolve o projeto, dimensionando e especificando as estruturas, as redes de instalações elétricas, hidro-sanitárias e gás, bem como os materiais a serem utilizados.

Como seria o mundo sem a Engenharia civil?
+/- assim:

Amanhã (ou depois) o último post.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

o mundo sem engenheiros [parte 4]

Continuando, a Engenharia de hoje é a mecânica.
Como não conheço todos os cursos, as descrições de cada um deles eu tenho de buscar na internet. A fonte mais rápida e fácil? Wikipédia. Segundo a mesma, a Engenharia mecânica é a aplicação de matemática e ciências básicas, principalmente física, na concepção, construção, análise, manutenção e operação de sistemas mecânicos.

Como seria o mundo sem a Engenharia mecânica?
+/- assim:

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

o mundo sem engenheiros [parte 3]

Continuando essa microsérie, hoje é o dia dos Engenheiros aeronauticos.
A Engenharia aeronáutica, de acordo com a Wikipédia, é o ramo da Engenharia encarregado do projeto de aviões, helicópteros e naves espaciais. Engenharia aeronáutica é uma área de estudo complexo que envolve o estudo de projeto de aeronaves, manutenção, certificação de aeronavegabilidade e áreas científicas. Em muitas universidades, a Engenharia aeronáutica está especialmente ligada à Engenharia mecânica, sendo lecionada Engenharia mecânica com ênfase em aeronaves.

Como seria o mundo sem a Engenharia aeronáutica?
+/- assim:

sábado, 21 de fevereiro de 2009

o mundo sem engenheiros [parte 2]

A Engenharia de hoje é a eletrônica.
De acordo com a Wikipédia, os profissionais formados nessa área da Engenharia lidam com a energia elétrica essencialmente no modo de controle, trabalhando com grandezas elétricas de pequena amplitude e de elevadas frequências, os chamados sinais elétricos ou eletrônicos e essa é dua distinação com relação à Engenharia elétrica, que trabalha no lado macro da coisa.

Como seria o mundo sem a Engenharia eletrônica?
+/- assim:

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

o mundo sem engenheiros [parte 1]

Bom, recebi umas imagens e nos posts que seguem vou mostrar como seria o mundo sem algumas Engenharias. Espero que gostem.

Pra começar, vou falar da Engenharia de computação que, de acordo com a Wikipédia, é uma combinação de Engenharia eletrônica com ciência da computação.
O profissional dessa área possui formação plena em Engenharia e uma sólida formação técnico-científica e profissional, que o capacita a especificar, desenvolver, implementar, adaptar, industrializar, instalar e manter sistemas computacionais, bem como perfazer a integração de recursos físicos e lógicos necessários para o atendimento das necessidades informacionais, computacionais e da automação de organizações em geral.

Como seria o mundo sem a Engenharia de computação?
+/- assim:

(Acho que se clicar na imagem ela fica maior)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

trote

Bom, eu não ia postar nada sobre o assunto, até mesmo porque nem lembrava que isso existia até ontem, quando fui "obrigado" a assistir duas reportagens sobre o assunto.
Nunca participei de trotes. Onde estudo eles são proibidos, o que é bom.
A desculpa do pessoal (das faculdades onde rola trote) é: confraternizar e conhecer os calouros (ou bixos). Mas isso é apenas uma desculpa pra bagunçar e humilhar.
Acho que deveriam participar da brincadeira apenas aqueles que realmente querem brincar. As pessoas têm o direito de não querer o cabelo raspado, ter o corpo pintado com tinta, etc.
Onde estudo o trote que acontece é uma espécie de festa, onde realmente há uma confraternização e a única coisa que os bixos são "obrigados" é a ter o corpo pintado. Obrigados entre aspas porque não é uma obrigação. Todos saem pintados, mas porque querem, porque é uma confraternização onde até os veteranos saem pintados. Nenhuma cabeça é raspada, ninguém bebe se não quiser beber e por aí vai.

Um trote que eu vi e, na minha opinião, está de parabéns é o de medicina de alguma faculdade (não sei qual) que passou na TV ontem. Os calouros são "obrigados" a passar um dia no hospital brincando e alegrando crianças doentes.

É isso.

Cliquem aqui e leiam a opinião da Sara, do blog Mulheres na Engenharia, sobre trotes.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

tudo dando errado...

caraleo. Tudo dando errado.
Ontem entrei num daqueles sites que falei aqui sobre estágio e recebi uma mensagem informando que havia vaga de estágio e tal, data e horário da entrevista.
E eu pensando: como é que eu vou pra essa porra? Tem de ir todo arrumado, e tal. Odeio isso.
Estagiar é bom. Receber o dinheiro no final do mês deve ser melhor ainda. Decidi ir.
Então, entrei logo no bom e velho google pra saber mais sobre a empresa. Vai que alguém pergunta.
Fui dormir pensando na tal da entrevista.
Acordo cedo, me visto e saio de casa. Tirando o fato de ter de usar aquela roupa, calçar sapato social e ter de acordar cedo, tava tudo beleza.
Eu já sabia mais ou menos onde seria a entrevista e é um pouco longe de casa. Pensei, vou pegar um ônibus. Mas porra, se eu entrar num desses ônibus lotados vou chegar lá com a roupa toda bagunçada. Melhor ir de taxi. Mas quem disse que eu consegui achar um taxi? Parece que todos eles decidiram ir pro outro lado da cidade, uma merda. Não posso ir de ônibus e não consigo achar um taxi. Solução: ir andando. Comecei a suar. A camisa estava ficando encharcada. E eu pensando: pqp, me fudi. Quando estava chegando perto do lugar parou um taxi na minha frente, e os passageiros saíram. Quase que eu mando ele... esquece. Decidi continuar andando. Não ia gastar dinheiro com taxi por causa de uns poucos metros. Durante o tempo que eu percorria os "poucos metros" começou a chover e eu cheguei suado e molhado pra entrevista.
Já havia perdido a vaga. Aparência conta demais e a minha não estava das melhores.
Mas então começaram a aparecer pessoas mais molhadas ainda, encharcadas. E eu pensei: "pelo menos não fui o único".

A moça que fez a entrevista: "Tá bom, qualquer coisa a gente liga pra você"
Isso é o mesmo que dizer "mas que porra você tá fazendo aqui? Cai fora!", só que de um modo mais... educado.

Era melhor eu ter ficado em casa, dormindo.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

reforma ortográfica

Tanta coisa pra mudar e esse povo vem se preocupar com reforma ortográfica?!?!
Ahh, VSF!
Não se pode fazer mais nada, já foi feito. Mas bem que eles poderiam simplificar os porque/porquê/por que/por quê e transformar todos num só. Eu não sei essas regras e sei que não sou o único.
- Ah, mas você é Engenheiro e não precisa se preocupar com essas coisas!

Claro que preciso. Precisamos! Infelizmente (ou não) somos obrigados a escrever relatórios sobre nossos projetos/atividades e não vale iscrever erradu só porque somos Engenheiros. E tem tanta coisa que poderiam fazer pra facilitar...

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Não sei mais o que escrever.
Até o próximo post, seja lá quando ele aparecer.


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Amanhã cedo tenho entrevista pra estágio. Me desejem sorte!!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

porque exige mais dedicação

Engenharia exige mais dedicação que medicina. PQ?
(não sei usar os porque/porquê/por que/por quê - deviam aproveitado a reforma ortográfica e extinguido 3 deles)

O que um médico faz?
Salva vidas.
E se ele comete um erro?
Uma vida é perdida.

O que um Engenheiro faz?
Uma porrada de coisas, depende da engenharia (vamos tomar civil como exemplo).
E se ele comete um erro?
O prédio cai e uma porrada de vidas são perdidas.

É como diz um colega meu: médico mata a varejo, Engenheiro a atacado.


Outra coisa: Quantos anos dura o curso de medicina? 7 ou 8, eu acho. Tem gente fazendo medicina na engenharia. Tá foda.

Por hoje é só.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

alguns engenheiros são foda

No pior sentido da expressão.
Clique aqui para ver a imagem no blog Jacaré Banguela.
Eu tentei adicionar a imagem aqui no blog, mas está ficando toda desconfigurada. Então vocês veem a imagem e ainda, para os que não conhecem o JB, dão uma conferida no blog, porque vale a pena. Eu agarantio.

Abraços

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

professor (a) insuportável?

Inventei uma tática contra aquele professor que insiste em reprovar toda a turma e tá cagando pra isso: dar a ele um emprego melhor (leia: que pague mais).
Porra, mas como é que eu posso fazer isso se tô estudando ainda e sou um duro?
Não se preocupe, você não terá de gastar um centavo do seu bolso, apenas um pouco de tempo.

hahaha
Parece coisa de criança, quando bola aqueles planos muito loucos. Deve ser. Num lembro quando inventei isso, só sei que pensei que seria legal postar no blog e seria muito bom se funcionasse.

Bom, eu tenho alguns professores que só dão aula na universidade onde estudo e ficam pegando no pé dos alunos, reprovam geral... então pensei: porra, porque não vão trabalhar em outros lugares e me deixam em paz?
O que é que todo professor vive reclamando? Que pagam mal.
Então tive uma idéia: conseguir o currículo e sair mandando pra diversas empresas/universidades e torcer pra uma que pague mais chamar pelo menos um desses professores pra dar aula e, assim, eu vou ter uma chance de passar na matéria. hehe

O que acharam? É legal, ou sou eu que já tô pirado?

Abraços

sábado, 24 de janeiro de 2009

tô de volta

Depois de um tempo sem postar, aqui estou eu, novamente. Espero ter muito conteúdo pra postar e fazer com que vocês continuem acessando e gostando do blog.

Pra começar eu vou falar uma coisa nada a ver com engenharia e sim com internet.
Se tem uma coisa que eu odeio é corrente de e-mail e, pelo que parece, agora inventaram uma corrente de post em blogs.
Recebi um "prêmio" duas vezes. Da primeira vez eu li, li e li, mas não entendi nada sobre o mesmo. Agora, na segunda vez, eu percebi que se trata de nada mais que um novo tipo de corrente em que se deve linkar o blog que lhe deu o prêmio e outros 5 blogs.
Sou totalmente contra correntes e tal, portanto peço que NINGUÉM mais me envie esse tal de prêmio dardos. Vou linkar os blogs porque vieram de pessoas que eu sei que acessam o blog, gostam e tal, mas não acontecerá novamente.
Flor de luxo, da Jaque, e Neuronio X, do Lenon.

Abraços